“Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni”
Em 1978 Chico Buarque já nos avisara que cenas como essa poderiam sair de sua canção e invadir as ruas. Só não imaginei que seriam por aqui, em São Bernardo, tão perto de mim, e nem depois de tantos anos. Após tantas conquistas femininas, vejo que foi só o começo. Ainda há muito pelo que (ou contra o que) lutar.
Sim, como só se fala na estudante de turismo que foi linchada da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) na última quinta-feira (22/10) por usar pequenos trajes, me vejo no direito de falar também. Se ela estava usando minissaia, não há motivo para agredi-la. Se ainda, ela estivesse sem calcinha, não haveria pretexto para ameaça-la de estupro. Se ela estivesse nas duas situações anteriores e bêbada, ainda assim, não haveria justificativa para tal linchamento. Se puta é a profissão dela ou não, isso não anula o direito de se vestir como quiser e, principalmente, de querer estudar.
Infelizmente estudar não foi possível neste dia e duvido muito que ela volte a se aventurar numa universidade novamente tão cedo, o que é uma pena. Grande pena. Maior do que esta, é saber que há tantos imbecis rumo a uma graduação sem perder, antes, a crueldade e a hipocrisia. No caso das garotas que participaram, adiciono o substantivo “moralismo”. Moralismo porque todas nós usamos, gostaríamos de usar, temos amigas, irmãs, mães, tias que usam minissaias e nem por isso as ofendemos ou as humilhamos publicamente.
Enfim...tudo isso já foi colocado em outros blogs como o Boteco Sujo e o de Marcelo Soares, da MTV. O que não vi ninguém citar ainda foi a ausência de atuação dos funcionários da escola e dos policias militares que foram até lá para escoltá-la.
Ok, um professor cedeu seu avental. E daí? Como permitiram que um xaveco furado que nós, mulheres, somos obrigadas a ouvir diariamente, tomou essas proporções? Não é o dever do educador educar? E da polícia, que presenciou ameaças de estupro, não é prender? Será que no momento do acontecido, todos pensaram que “não era algo assim, tããão perigoso”? Esta atitude apática das autoridades (professores, no caso da faculdade e policias, no caso da sociedade) só incentiva que aconteça mais vezes. Os alunos que se uniram à idiotice não foram devidamente alertados de que aquilo é um completo absurdo. Atitudes passivas, para mim, são atitudes coniventes. E o que aconteceu na Uniban há uma semana foi um crime coletivo.
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni”
Em 1978 Chico Buarque já nos avisara que cenas como essa poderiam sair de sua canção e invadir as ruas. Só não imaginei que seriam por aqui, em São Bernardo, tão perto de mim, e nem depois de tantos anos. Após tantas conquistas femininas, vejo que foi só o começo. Ainda há muito pelo que (ou contra o que) lutar.
Sim, como só se fala na estudante de turismo que foi linchada da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) na última quinta-feira (22/10) por usar pequenos trajes, me vejo no direito de falar também. Se ela estava usando minissaia, não há motivo para agredi-la. Se ainda, ela estivesse sem calcinha, não haveria pretexto para ameaça-la de estupro. Se ela estivesse nas duas situações anteriores e bêbada, ainda assim, não haveria justificativa para tal linchamento. Se puta é a profissão dela ou não, isso não anula o direito de se vestir como quiser e, principalmente, de querer estudar.
Infelizmente estudar não foi possível neste dia e duvido muito que ela volte a se aventurar numa universidade novamente tão cedo, o que é uma pena. Grande pena. Maior do que esta, é saber que há tantos imbecis rumo a uma graduação sem perder, antes, a crueldade e a hipocrisia. No caso das garotas que participaram, adiciono o substantivo “moralismo”. Moralismo porque todas nós usamos, gostaríamos de usar, temos amigas, irmãs, mães, tias que usam minissaias e nem por isso as ofendemos ou as humilhamos publicamente.
Enfim...tudo isso já foi colocado em outros blogs como o Boteco Sujo e o de Marcelo Soares, da MTV. O que não vi ninguém citar ainda foi a ausência de atuação dos funcionários da escola e dos policias militares que foram até lá para escoltá-la.
Ok, um professor cedeu seu avental. E daí? Como permitiram que um xaveco furado que nós, mulheres, somos obrigadas a ouvir diariamente, tomou essas proporções? Não é o dever do educador educar? E da polícia, que presenciou ameaças de estupro, não é prender? Será que no momento do acontecido, todos pensaram que “não era algo assim, tããão perigoso”? Esta atitude apática das autoridades (professores, no caso da faculdade e policias, no caso da sociedade) só incentiva que aconteça mais vezes. Os alunos que se uniram à idiotice não foram devidamente alertados de que aquilo é um completo absurdo. Atitudes passivas, para mim, são atitudes coniventes. E o que aconteceu na Uniban há uma semana foi um crime coletivo.
Este caso evidencia a falta de cidadania dos jovens. Cidadania é o princípio de toda relação. E uma alerta, caso tenham esquecido: incentivar a cidadania também é dever das faculdades!
Estou passada.
Estou passada.
2 comentários:
foda seu texto!
assino embaixo!
clara e simples...
falou tudo!
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