quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

sem-querer-nascendo

Há 15 anos, ao cair numa cidade-sonho uma noite quente, comecei a aprender uma lição pra vida que, por falta de outro termo, chamo de o “querer bem”. Esse jeito de amar vai mudando suas faces e, por isso, é um aprendizado contínuo. Em mim, a princípio, ele era uma brincadeira de casinha: era um querer bem cheiroso, querer bem gostoso, um querer de querer fazer ninar. Mais tarde, como em todo amor, vem o ciúmes e, consequentemente, momentos de raiva. Hoje, eu sei, esse é tão amor quanto os outros. Agora sinto um amor pleno, um querer bem que nunca vai sair de mim porque é parte de mim. Quando chora, é meu olho que arde. Quando passa mal, é meu estomago que embrulha. Quando ri – e, ainda mais, quando ri comigo – é duas, três, quatro, mil vezes alegria. Sem querer querendo, aprendi a arte de se entregar e de como ela não se ensina ou se explica: ela nasce. E há 15 anos, tarde da noite de um dia-sonho, nasceu em mim um anjo Gabriel.





3 comentários:

Unknown disse...

Que lindoooo!!!!

Carol disse...

Mas vc é foda heim!? Que coisa mais linda!! Linda como o Biel e você e toda essa minha família ai....

munha disse...

puta que a pariuuuuuuuuuuu